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Boletim


Conselheiro do FGTS propõe a criação de Fundo de Amparo ao Turismo para o Trabalhador Sindicalizado (FATTS) e Plenária aprova CARTA DE CUIABÁ



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Reunidos em Cuiabá, no dia 20 de maio de 2017, no Hotel Fazenda Mato Grosso, mesmo Local onde Dante de Oliveira lançou a pedra fundamental do Movimento Histórico Diretas Já que passou a ter eco nacional, Dirigentes Sindicais do movimento cooperativista de vários estados brasileiros, se reúnem para lançar a CARTA DE CUIABÁ durante o Primeiro Congresso Estadual do SINTRACOOP de MT. 

Os sindicalistas de hoje, inspirados no mesmo movimento da década de 80, que clamou pela luta em prol da redemocratização do país como um chamamento para as eleições diretas, munidos da genuína energia da classe trabalhadora e ciosos da grave crise política e moral que o país atravessa, chamaram a platéia à reavivar a chama histórica do mesmo que pedia ELEIÇÕES DIRETAS JÁ !

Capitaneados pelo Presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Cooperativas Brasileiras, Mauri Viana Pereira, que também ocupa uma cadeira titular no Comitê Gestor do Fundo Garantidor de Tempo de Serviço, os Presidentes e Líderes Sindicais de 14 regiões brasileiras ( Mato Grosso, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Paraná, Pará, Médio Nordeste, Espírito Santo, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Chapecó ) propõem a Celebração de Uma CARTA DE INTENÇÕES PARA A NAÇÃO BRASILEIRA que objetiva reinventar a forma de conduzir as relações sindicais. 

O documento intitulado CARTA DE CUIABÁ , construido com as intervenções dos participantes do Primeiro Congrosso e aclamado por unanimidade pela platéia, apóia uma alternativa ao imposto sindical e propõe que os sindicatos passem a se preocupar com a qualidade de vida "individual" de cada um dos seus sindicalizados ao invés de se preocuparem apenas com o fortalecimento das Instituições de representação classista.

"Estamos aqui reunidos reunidos na cidade de Cuiabá, em evento realizado no mesmo local em que nasceu a Emenda Dante de Oliveira, marco histórico na luta pela redemocratização do país e as eleições diretas, nos anos 80, munidos da genuína energia da classe trabalhadora e ciosos da grave crise política e moral que o país atravessa, resultando em ameaças terríveis à aposentadoria e aos direitos dos trabalhadores...

O movimento sindical como conhecemos, desde a época da ditadura militar até hoje trata o "fazer sindical" de forma equivocada, por força da própria experiência de repressão que o Brasil vivia. Precisávamos avançar em questões básicas na forma de organizar a estrutura sindical brasileira. E porisso tudo precisava ser mesmo tratado como questões "macro". Mas agora essa etapa já foi vencida.  E o que se vê hoje é apenas o fortalecimento financeiro das grandes instituições representativas: Sistema "S", Centrais Sindicais, ONGS, Partidos Políticos etc..." pontua Mauri Viana.

Dentre outras propostas, a carta propõe a A criação de um Fundo de Amparo, Garantidor e Financiador da qualidade de vida do trabalhador e de sua família. Um fundo mantido e gerido pela instância primária de representação do trabalhador, que será a gestora única deste recurso,o que irá garantir que ele não seja aplicado para financiar nada além do que ele é proposto.

A proposta acontece no mesmo clima em que foi celebrado o Movimento DIRETAS JÁ, de Dante de Oliveira.

 

 Confira agora trechos da CARTA DE CUIABÁ:


"Queremos agora voltar nossos olhos, atenções, metas e objetivos para melhorar a qualidade de vida e fortalecer cada um dos trabalhadores de sindicalizados de forma individual.  Já criamos e fortalecemos as instituições, agora precisamo fortalecer a base que sustenta toda a estrutora social: o trabalhador !

O Governo criou mecanismo que retiram dinheiro do trabalhador para financiar obras inclusive em outros países, casas para quem já tem casa, capital de giro para quem já é muito rico, fortalecimento de empresas que já são gigantescas !  O FGTS que é do trabalhador acabou por financiar todo o Brasil, e se esqueceu de financiar seu principal cliente e patrão:  o trabalhador sindicalizado. 

Nós, líderes sindicais brasileiros, reunidos, propomos a reavaliação da forma como se conduz o trabalho sindical brasileiro, que deve se reinventar.

O Brasil vive uma CRISE INSTITUCIONAL e política. Instituições apodrecidas não podem mais ditar as regras e se intitularem os administradores e gestores da vida do trabalhador. O Estado tem de se afastar da gestão dos recursos do trabalhador. Não existe ninguém mais qualificado para gerir o capital do trabalhador do que ele próprio."

 

Confira abaixo a íntegra da CARTA:

 

 

CARTA DE CUIABÁ

 

Nós, trabalhadores celetistas em cooperativas, no dia 20 de Maio de 2017, reunidos na cidade de Cuiabá, em evento realizado no mesmo local em que nasceu a Emenda Dante de Oliveira, marco histórico na luta pela redemocratização do país e as eleições diretas, nos anos 80, munidos da genuína energia da classe trabalhadora e ciosos da grave crise política e moral que o país atravessa, resultando em ameaças terríveis à aposentadoria e aos direitos dos trabalhadores, elaboramos e apresentamos à Nação o que se segue:

A desconstrução do movimento sindical trabalhista é pauta que interessa ao capital. Durante décadas, a unidade e a mobilização dos trabalhadores assegurou, na lei, uma série de conquistas que visam garantir o mínimo de dignidade aos trabalhadores. Nos últimos meses, representantes desses interesses no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto, patrocinaram ataques jamais vistos à esses direitos. O fim da CLT e do direito à aposentadoria estão no bojo de um projeto que visa acabar com os sindicatos de trabalhadores, última fronteira na luta pela defesa dos direitos individuais e coletivos dos trabalhadores. O triunfo dessa sordidez é o estabelecimento da lei da selva nas relações de trabalho.

Portanto, é nosso dever patrocinar a unidade interna e com outras categorias de trabalhadores, lutando de maneira determinada para garantir  que essas conquistas históricas sejam mantidas e ampliadas. Por isso, propomos:

1 - O financiamento da atividade sindical é pauta que precisa ser enfrentada. O que se vê hoje é apenas o fortalecimento financeiro das grandes instituições representativas do patronato, como o Sistema "S" e as Ordens e Conselhos de profissionais. É imperativo criar um mecanismo de financiamento dos sindicatos que não sirva de instrumento de chantagem para a tutelação das organizações sindicais laborais.

2 - Defendemos a Criação de um Fundo de Amparo, que seja garantidor de programas de Turismo para  o Trabalhador  Sindicalizado. Este Fundo deverá ser  gerido, única e exclusivamente, pelo próprio trabalhador, através de suas instâncias primárias de representação, que se encarregará de aplicar os recursos única e exclusivamente para o fim ao qual foram criados.

3 – No mesmo sentido, propomos uma política de incentivo à criação dos Fundos Previdenciários das categorias, em geral, como alternativa complementar à cobertura da Seguridade Social. 

4 – Exigimos que os recursos do FAT, sob controle do BNDES, sejam destinados ao patrocínio do desenvolvimento econômico e social do país.

5 – Repudiamos, veementemente, o PLC 38 que aniquila a Legislação de Proteção ao Trabalho; condenamos de igual forma, a inominável Reforma da Previdência, que sob o argumento mentiroso do déficit, quer acabar com a aposentadoria dos brasileiros. O objetivo dessa ignomínia é sangrar ainda mais a classe trabalhadora para irrigar os grandes agiotas do sistema financeiro que nada produzem.

E, por fim, sob os auspícios da memória de Dante de Oliveira, exigimos que o poder seja devolvido ao povo. A convocação de Eleições Gerais e Diretas Já é a única maneira de estancar essa sangria moral e ética que assola o nosso país. Esse Congresso venal e anti-povo não reúne condições políticas, morais e éticas para decidir os destinos da Nação brasileira.

 

CONQUISTA É FRUTO DE ORGANIZAÇÃO E LUTA!

 

É O QUE PENSAMOS! É O QUE PROPOMOS!

 

 

 

 


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